sexta-feira, 20 de agosto de 2010

CORRIDA DA GRACIOSA(09 DE AGOSTO)

Depois de uma Corrida dura para os Forcados dois dias antes, os Amadores do Ramo Grande voltaram à Arena do Monte da Ajuda no dia 09 de Agosto, para a segunda corrida da Feira da Graciosa.

No Cartel Tiago Pamplona, João Moura Jr., no toureio apeado o Matador Pedrito de Portugal e Miguel Moura, cavaleiro praticante que lidaria um novilho no final da Corrida.

Nos forcados, Tertúlia Tauromáquica Terceirense e Amadores do Ramo Grande, sendo os toiros da Ganadaria de João Moura.

Coube ao Ramo Grande pegar o 2º e o 5º da ordem.

Para o primeiro toiro foi chamado o forcado Nuno Pires, para um toiro que se empregou e transmitiu na lide, mas que poderia exigir algum trabalho ao forcado da cara, não sendo dado adquirido que saisse de largo, podendo defender-se um pouco. O Nuno esteve bem, tecnicamente irrepreensivel, como é seu costume, mandou no toiro, recuou nos tempos certos, e fez uma reunião exemplar. o toiro desviou-se ligeiramente para a esquerda mas o grupo fechou bem, consumando uma pega agradável à primeira tentativa.

Para o 5º da ordem foi chamado o Forcado Manuel Pires, forcado de grandes préstimos, que este ano ganhou o prémio para a melhor pega nas sanjoaninas 2010 e que o ano passado conquistou na Praça do Monte da Ajuda na Graciosa, o troféu da melhor pega da feira.
O toiro, o mais pesado da corrida, empregou-se na lide a cavalo, transmitiu, entrava bem no capote, demonstrando bravura e nobreza.
Com grandes distâncias dadas pelo grupo, o Manel começou a citar antes do meio da praça. Num toiro que se esperava que saisse de largo, acabou por exigir ao Manel mais trabalho e que fosse de encontro aos seus terrenos. Cite correcto, a mandar no toiro, o Manel reuniu bem, aguentou dois ou três derrotes e quando se esperava que o toiro entrasse pelo grupo a pedir contas, foi ao chão o que, não tirando mérito nem dificuldade ao forcado da cara (pelo contrário), tirou brilho à pega.
o grupo fechou na altura certa depois do toiro ir com a cara ao chão, consumando mais uma pega de bom nivel à primeira tentativa.

Foi mais uma Feira da Graciosa de bom nivel, mais um momento de excelente aprendizagem e crescimento para o Grupo.

Fica o agradecimento à Comissão organizadora pelo convite, aos Bombeiros de Santa Cruz pela forma como nos receberam, ao Picanço, amigo sempre incansável e pronto a ajudar no que for preciso e ao GREEN LIGHT pelo maravilhoso caldo de peixe.

E VIVA OS AMADORES DO RAMO GRANDE...

Berto

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Feira da Graciosa (corrida de 7 Agosto) - Crónica

No passado dia 7 de Agosto realizou-se na ilha Graciosa a primeira corrida de toiros integrada nas festas do Senhor santo Cristo dos Milagres. A corrida afigurava-se altamente competitiva na medida em que estavam em disputa os prémios para a melhor lide a Cavalo, a melhor pega, assim como, os prémios de Bravura e apresentação. O Cartel era constituído pelos Cavaleiros Tiago Pampelona, João Moura Júnior, Rui Lopes e o jovem praticante Miguel Moura, enquanto que, as pegas estavam a cargo dos dois grupos terceirenses, Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense e Amadores do Ramo Grande, que em boa verdade, não tiveram tarefa fácil, perante um curro de Rego Botelho que impunha respeito. Os toiros traziam fogo na investida e pediam contas, não dando tréguas aos homens das jaquetas de Ramagens.

Para a cara do primeiro toiro (2º da ordem) pelos Amadores do Ramo Grande André Parreira deparou-se com um toiro algo reservado e que no decorrer da função procurou o refúgio das tábuas. Na primeira tentativa o forcado forçado a pisar terrenos comprometedores, foi surpreendido por uma investida brusca do toiro que humilhando excessivamente no momento da reunião, não permitiu que o forcado se fechasse de pernas. Na segunda tentativa o exemplar voltou a investir com a mesma tempura, mas André Parreira fechou-se muito bem à barbela, aguentando o violento derrote do toiro até à chegada dos ajudas.

Um dos momentos mais complicados para o grupo naquela tarde, aconteceu no quarto toiro da ordem, César Pires na Cara do toiro, executou uma primeira tentativa plena de garra e de querer, viajou na cara do toiro até as tábuas, mas aí o grupo não esteve coeso acabando assim a tentativa por gorar-se. A pega acabou por se consumar à quarta tentativa com as ajudas carregadas, destacando-se a brilhante contra caras do cabo Filipe Pires, que em curto deu o peito num primeiro instante e depois viajou de lado colando sempre o forcado na cara do toiro.

No sexto da ordem foi caras Miguel Pires, o jovem forcado teve pela frente um oponente sério, um verdadeiro teste ao seu excelente momento de forma. O toiro empregou-se com afinco na lide a cavalo, toiro bravo, que carregava nas sortes e que perseguia com codicia permitindo uma brega agradável, acabando mesmo por levar os dois prémios em disputa, bravura e apresentação. Nas primeiras duas tentativas a violência no momento da reunião era de tal forma forte que o forcado nunca se conseguiu fechar na cara do toiro, sendo literalmente cuspido. À terceira e bem, com as ajudas carregadas, dando poucas vantagens ao toiro, o forcado teve ganas para lá ir, fechando-se perante a ajuda atenta e próxima de Berto Messias.

Teste difícil, a merecer reflexão, contudo sentimento de dever comprido.

Texto de Nuno Pires