sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Jantar no Tarraçada

Tal como prometido, no dia 29 de Dezembro de 2007 o nosso amigo João Toste convidou-nos a jantar no seu estabelecimento, que se situa no Cabo da Praia. Para o convívio compareceram grande parte dos membros do grupo e alguns amigos, que como sempre souberam fazer desta iniciativa uma festa.

No meio da festa e
após o repasto foi com agrado que ouvimos as palavras de alguns membros do grupo, do Duarte Bettencourt (nosso "guru"), do anfitrião da noite (Sr. João Toste) e do Eng. Joaquim Pires (Director Regional do Desenvolvimento Agrário), que com palavras simples nos incentivaram e apelaram à união do grupo.

Desde já vai o nosso agradecimento e um grande abraço ao Sr. João Toste, que desde o inicio nos tem apoiado.











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quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Ajuntamento Natalicio do G F A R G

No passado dia 22 de Dezembro de 2007 o Grupo de Forcados Amadores do Ramo Grande deslocou-se até à freguesia dos Altares para o repasto de Natal que teve lugar no restaurante Caneta. Entre momentos mais "sérios" (entrega de prémios relativos à época transacta) e outros mais emotivos (o nosso amigo Luís esteve sempre presente), imperou sempre a alegria e a boa disposição, prevalecendo o espírito de amizade e de união.



















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segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

FORCADO

Encontrei por acaso este comentário de uma jovem chamada Neuza, que de uma forma simples elucida aquele que para nós é O MOMENTO.
Achei um texto tão simples e tão claro que não pude deixar de o publicar aqui.
Surpreendentemente é de uma mulher....
E porque não???
"o homem que, a mãos limpas, abraça o toiro cara-a-cara e o domina sem artifícios.
...

No final de cada lide com o animal sozinho em praça, ouve-se um toque e um grupo de oito homens, saídos do meio de, pelo menos outros tantos, apoiam as duas mãos na trincheira e, em salto atlético, corpo empranchado sem tocar nas tábuas, voa literalmente para a arena, aterrando de pés firmes.


Há um silêncio palpável na praça!


Todos olham atentamente aquele que, sem ouro ou lantejoulas, sem vestidos de seda nem cetim, meia de renda branca e calções cor de areia, alguns já desgastados, camisa branca com gravata vermelha, sapatos ensebados, tendo uma larga cinta, o barrete verde debruado a vermelho e a jaqueta de ramagem.


Do silencio expectante do que se vai seguir, destaca-se do grupo um, que empunha o barrete e o ergue num brinde, enfia-o até ás sobrancelhas, desarmado e destapado, os restantes membros atraz escondidos pela sua figura e, fixa o toiro nos olhos e cita-o:


TOIRO!!! EEEEH TOIRO LINDO!!! TOIRO!!!


Se o toiro não arranca vai busca-lo, bate-lhe o pé, repetindo sempre


TOIRO! TOIRO! TOOOIRO!


O homem recua, o toiro avança e, já no momento da reuniao quando o corpo lhe cai entre os cornos, saltam-se as mãos, abrem-se os braços e estreitam-se, homem e toiro!


O ÚNICO, O PORTUGUES DE RAÇA, O NOBRE, O FORCADO, O QUE, POR PRINCIPIO DE HONRA, NÃO RECEBE cachet POR ARRISCAR A VIDA!"

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Forcados do Ramo Grande em Moura

Uma Comitiva do Grupo de Forcados Amadores do Ramo Grande (GFARG) esteve na Festa de Campo do Real Grupo de Forcados Amadores de Moura (RGFAM), a convite do grupo anfitrião.

A Festa decorreu no sábado, dia 17 de Novembro, na Herdade da Galeana, na Granja, onde está instalada a Ganadaria Murteira Grave.

Pelas 09:00h da manhã chegámos à Herdade da Galeana onde, juntamente com o RGFAM fomos recebidos pelo Dr. Joaquim Grave, proprietário da Ganadaria.

Aqui foi-nos feita uma breve explicação sobre a Ganadaria Murteira Grave e sobre a história daquele monte.

Depois de um breve pequeno-almoço com queijo da Região, pão, café e vinho do Porto, subimos para os atrelados que nos levariam a visitar a Ganadaria Murteira Grave, uma das mais importantes do País.

Ao longo do percurso deparámo-nos com uma paisagem de planícies secas e áridas que constituem um grande obstáculo à criação dos animais. O clima daquela zona, bem diferente do que temos nos Açores, obriga a um grande esforço suplementar dos Ganadeiros na alimentação dos animais.

Depois de algum caminho vimos os primeiros exemplares. Toiros bonitos, encastados, com trapio e grande porte. Córneas largas e simétricas e grande sentido dos animais.

Depois de termos visto as vacas, chegou a altura do treino do RGFAM no tentadero Murteira Grave.

Nos curros, um novilho e uma vaca.

O Novilho saiu bem. Com sentido e alguma nobreza, revelou-se um animal razoável para o treino. Apesar de não haver capotes, o novilho fez algumas pegas de bom nível, acabando por, passado algumas pegas, começar a defender-se na crença.

Filipe Lemos, do GFARG, em dia de aniversário recebeu como “prenda” uma pega ao novilho em causa. O “nosso” Nuno Pires, também foi contemplado com esse benefício, sendo obrigado a ir buscar o Novilho à crença mas fechando-se em bom estilo.

A Vaca, apesar de uma córnea bonita e bom porte, acabou por se revelar muito desatenta e pouco nobre. Adiantava um piton e entrava em cima o que provocou algumas dificuldades aos forcados que tiveram a tarefa de ir à cara, tarefa essa que se revelou dura e provocou algumas mazelas.

Depois do Treino seguimos para o Monte onde nos esperava o almoço e, no caminho, tivemos oportunidade de observar os novilhos que constituirão os curros da época 2009.

Foi um fim-de-semana de Toiros e Forcados que muito nos satisfez.

Deixamos aqui as fotos que registam a nossa passagem por Moura.




























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Fazemos um agradecimento muito especial ao Real Grupo de Forcados Amadores de Moura pelo convite e pela forma fantástica como nos receberam no Jantar de Sexta, na visita de Sábado, no Jantar de Sábado.

Ao Cabo Pedro Acabado e a todo o RGFAM um abraço de amizade e um agradecimento muito especial.

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Toiro de Lide - características


O toiro quando sai à arena e durante a lide apresenta os seguintes "estados":

Levantado - O toiro percorre o redondel tentando encontrar uma saída. Atropela o que encontrar à sua frente. Acomete ao lidador, mas sempre para o afastar, sai "solto"e recomeça a fugir.

Parado - Ao toiro já lhe foram dados uns lances de capote e recortes com a garupa do cavalo e se inicia a colocação dos ferros compridos e bandarilhas.

Aplomado - No caso da lide à espanhola, depois de já ter consentido a faena de muleta, o toiro fica cansado e já com pouca investida. É neste estado que o lidador entra a matar com o estoque.

No caso da lide a cavalo à portuguesa, não se deve deixar o toiro chegar ao estado de "aplomado", porque deve chegar à pega ainda com força para investir.

http://sol.sapo.pt/blogs/partebilhas/

sábado, 10 de novembro de 2007

Pegar toiros é uma arte e uma técnica

"O moço de forcado é, por definição, um homem valente, valente e com medo, por isso mesmo superiormente valente.

Porque a superior valentia do forcado, reside exactamente no facto de ser capaz, no momento próprio, de dominar o medo, conservando a lucidez necessária para ver, pensar e executar a pega dentro das regras estabelecidas.

Pegar toiros é uma arte e uma técnica. Sem técnica, posta a questão no campo de jogo de forças, o homem sairia irremediavelmente derrotado do embate com o toiro. Por isso a técnica da pega é tão complexa como a técnica de qualquer outra modalidade de toureio. Do estudo atento do comportamento do toiro durante a lide, da escolha do forcado que há-de tentar a pega, por comparação de características de um e de outro, da distância e dos terrenos do cite, do caminhar na arena, do esperar, do tourear, ao cair-Ihe na cabeça, para se fechar; à barbeIa ou à córnea, dos múltiplos requisitos de ordem técnica a que o bom forcado deve obedecer, depende o bom êxito da sorte. E tudo isto deve associar-se à estética das atitudes e dos movimentos. Porque assim a pega será entendida como sorte de beleza toureira, e não como rudimentar, ainda que emocionante, acto de bravura humana.

De salientar ainda que, nesta época dos «milhões», o forcado enfrenta o toiro por manifesto idealismo, contribuindo vezes sem fim para obras de beneficência. Os forcados são assim, os últimos românticos das Festas de Toiros.”

A.Martins Rodrigues, O Fado e as Toiradas em Portugal