terça-feira, 23 de outubro de 2007

Como Cresce o Grupo de Forcados Amadores do Ramo Grande

Numa Terra taurina, como a nossa, em que a festa brava tem uma forte dimensão popular e cultural, é certo que muitos sejam os jovens, movidos, não só pela aficion que lhes vai na alma, mas também pelo desejo de experimentar momentos de fortes emoções e de verdadeiro espírito de camaradagem que aspiram um dia vestir uma jaqueta de ramagens.

Ao mesmo tempo um grupo que tenha uma perspectiva de futuro investe na formação dos seus jovens forcados, trabalho exigente e de grande responsabilidade, na medida em que se espera que todos os conhecimentos/competências transmitidos a estes jovens, possam ser sinónimos de valorosos forcados, mas também de aficionados com uma capacidade crítica devidamente fundamentada.

O G.F.A.R.G. apesar da sua juventude, tem demonstrado ser um grupo de amigos com grande dinamismo e tendo conhecimento destas duas realidades, idealiza já o seu grupo juvenil, estando neste momento abertas as inscrições a todos os jovens que anseiam ser os forcados do futuro dos Amadores do Ramo Grande.

forcadosdemontemor.com/galeria_detail.php?nID=6.


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Contactar:

Nuno Pires: 964154905

Filipe Lemos: 967283920

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

A Origem dos Forcados

Em 1836, no reinado de D. Maria II, foi decretado a proibição da morte dos toiros na arena, para remate da lide dos cavaleiros, passou-se a pegar o toiro.
Foi assim que no
século XIX teve formalmente origem a existência dos forcados como conhecemos nos dias de hoje.
Descendem directamente dos antigos Monteiros da Choca, grupo de moços que, com os seus bastões terminando em forquilha ou forcados, defendiam na arena o acesso à escadaria do camarote do Rei, que com o decreto de
D. Maria II passaram a ser eles a pegar o toiro, evoluindo o nome de Monteiros da Choca, para Moços de Forcado ou simplesmente Forcados.
A pega já se praticava sem galardões de espectáculo e a sua técnica seguramente já era conhecida mas como tudo sofreu algumas alterações até aos dias de hoje.
Depois da reunião do primeiro elemento com o touro, cabe aos ajudas a tarefa de imobilizar o touro para que a pega se considere realizada.
O
rabejador é o responsável por rematar a pega.

A pega

A pega do toiro é também uma forma de toureio, o forcado quando vai para a cara de a um touro sente-se toureiro.

Existem vários tipos de pegas, as mais conhecidas e utilizadas nos nossos dias são a pega de caras e a pega de cernelha.

Na pega de caras, o primeiro elemento, o forcado da cara, tem como objectivo fechar-se na cara do toiro, após se ter fechado a córnea ou a barbela e amortecido o choque da investida. Não se espera que esse forcado segure o toiro sozinho, apenas se lhe exige que aguente os primeiros derrotes com que o toiro o tenta lançar fora, até que o primeiro ajuda ou contra caras ajude a po-lo na cara do toiro, a seguir vêem os pontas de bola ou segundas ajudas, que como o nome indica ajudam cada um no seu corno. Depois vem o rabejador que tem como função segurar e rodar o toiro para que o toiro não saia do grupo e por fim os terceiras ajudas que têm como função fechar para que o toiro pare. Nessa altura a pega é consumada e o touro é libertado, e então o rabejador adorna-se com o toiro.

Também a pega de cernelha obedece a uma técnica. Executada por dois elementos, o cernelheiro e o rabejador, esperam o encabestrar do touro para tentar a sua sorte. Desta feita a tentativa da pega é feita por um elemento agarrado a cernelha do touro e outro ao rabo do touro, com o mesmo objectivo, imobilizar o touro.

A estética está sempre presente. O forcado vale pela sua serenidade e sangue frio, mas também pela sua qualidade artística. Não necessita de invulgar força ou robustez, antes terá de desenvolver qualidades psicológicas, pelo que se diz que a pega é uma escola de virtudes e amizades!

Quando um forcado caminha na arena em direcção ao toiro, sem outra protecção que a confiança na sua destreza, terá de vencer a luta consigo próprio. O medo está sempre presente e a contrapor tem acima de tudo o apoio dos seus companheiros, a dependência um dos outros fá-los ter entre si uma amizade única que os acompanha pela vida fora.







Ass: Filipe Lemos

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Treino (14/10/ 2007)

Inauguração


Depois de nos estrear-mos a pegar toiros, iniciamos este espaço que para além de ser um meio de divulgação do Grupo de Forcados Amadores do Ramo Grande, deverá ser um meio de divulgação da festa brava. Assim este blogue deverá contribuir para o enriquecimento dos conhecimentos taurinos de todos os aficionados que nos lêem e manter todos os interessados actualizados em relação à vida do G. F. A. R. G.